Foto tirada durante visita do ator James Nesbitt, em viagem ao sul do Sudão, em 2007. Ele foi ver como as crianças-soldados estão sendo reabilitadas. Na foto, um garoto carrega uma arma de brinquedo. Uma das crianças recrutadas disse a ele que o único jeito de sobreviver é saber que não vai viver mais.
A situação dessas crianças, segundo o ator, é "chocante"
Jemima Khan, filha do empresário, financista e político bilionário anglo-francês James Goldsmith e ex-namorada de Hugh Grant, visitou o Quênia em 2005.
A foto, escolhida por ela, mostra uma criança portadora do vírus HIV na ala pediátrica de um hospital na capital, Nairóbi.
Segundo estimativas, cerca de 370 mil crianças com menos de 15 anos morreram em decorrência da Aids somente em 2007
Foto escolhida pelo ator Ewan McGregor, de viagem que ele fez a Malauí, sudeste da África, em 2005. Mostra crianças órfãs deitadas no chão de um abrigo infantil.
O local, simples, cuida da alimentação, educação e saúde das crianças
Mulher em centro de apoio do Unicef, em Serra Leoa. Ela segura uma criança nos braços e aparenta preocupação. Nas mãos,
um copo de leite especial, fortificado, para ajudar na recuperação da criança, que está desnutrida. A foto foi tirada durante visita do jogador inglês David Beckham, em 2008.
Ele próprio escolheu a imagem para comentar a situação dos direitos das crianças no mundo no aniversário de 20 anos da Convenção dos Direitos da Criança da ONU
Foto do acervo da fotógrafa Sharron Lovell, da viagem que ela fez às Filipinas, em 2008. Na imagem, ela brinca de queda de braço com o garoto Arturo, 14.
Ele vive nas ruas de Manila, capital das Filipinas. Apesar de ter 14 anos de idade, aparenta ter 10. Ele costumava cheirar cola e roubar, mas
A fotografia do garoto Jesse Damm foi tirada em 1994, quando tinha 11 anos. Na época, ele vivia em abrigos e, muitas vezes, "morava" em um carro
com toda a família - incluindo cinco pessoas e um pit bull. A foto foi tirada em Llano, na Califórnia. Atualmente, ele está preso por matar o ex-namorado da irmã
ao tentar defendê-la.No último Natal, ele pediu à fotógrafa Mary Ellen Mark uma única coisa: uma fotografia
Garotos balançam em árvores no Central Park de Nova York, Estados Unidos. A foto integra uma coletânea de imagens de fotógrafos famosos e embaixadores da
ONU que registram a situação dos direitos da criança pelo mundo
Há hoje nos EUA uma crise mais profunda do que aquela econômico-financeira. É a crise do estilo de sociedade que foi montada desde sua constituição pelos "pais fundadores". Ela é profundamente individualista, derivação direta do tipo de capitalismo que aí foi implantado. A exaltação do individualismo ganhou a forma de um credo num monumento diante do majestoso Rockfeller Center em Nova York, no qual se pode ler o ato de fé de John D. Rockfeller Jr: "Eu creio no supremo valor do indivíduo e no seu direito à vida, à liberdade e à persecução da felicidade".
Em finas análises no seu clássico livro "A democracia na América" (1835) o magistrado francês Charles de Tocqueville (1805-1859) apontou o individualismo como a marca registrada da nova sociedade nascente.
Ele sempre foi triunfante, mas teve que aceitar limites devido à conquista dos direitos sociais dos trabalhadores e especialmente com surgimento do socialismo que contrapunha outro credo, o dos valores sociais. Mas com a derrocada do socialismo estatal, o individualismo voltou a ganhar livre curso sob o presidente Reagan a ponto de se impor em todo o mundo na forma do neoliberalismo político. Contra Barack Obama que tenta um projeto com claras conotações sociais como a saúde para todos os estadounidenses e as medidas coletivas para limitar a emissão de gases de efeito estufa, o individualismo volta a ser reproposto com furor. Acusam-no de socialista e de comunista e até, num Facebook da internet, não se exclui seu eventual assassinato caso venha a cortar os planos individuais de saúde. E note-se que seu plano de saúde nem é tão radical assim, pois, tributário ainda do individualismo tradicional, exclui dele todos os milhões de imigrantes.
A palavra "nós" é uma das mais desprestigiadas da sociedade norteamericana. Denuncia-o o respeitado colunista do New York Times, Thomas L. Friedman num artigo recente:"Nossos lideres, até o presidente, não conseguem pronunciar a palavra ‘nós’ sem vontade de rir. Não há mais ‘nós’ na política norteamericana numa época em que ‘nós’ temos enormes problemas - a recessão, o sistema de saúde, as mudanças climáticas e guerras no Iraque e no Afeganistão - com que ‘nós’ só podemos lidar se a palavra ‘nós’ tiver uma conotação coletiva"(JB 01/10/09).
Ocorre que por falta de um contrato social mundial, os EUA comparecem como a potência dominante que, praticamente, decide os destinos da humanidade. Seu arraigado individualismo projetado para o mundo se mostra absolutamente inadequado para mostrar um rumo para o "nós" humano. Esse individualismo não tem mais futuro.
Mais e mais se faz urgente uma governança global que substitua o unilateralismo mocêntrico. Ou deslocamos o eixo do "eu" (a minha economia, a minha força militar, o meu futuro) para o "nós" (o nosso sistema de produção, a nossa política e o nosso futuro comum) ou então dificilmente evitaremos uma tragédia, não só individual mas coletiva. Independente de sermos socialistas ou não, o social e o planetário devem orientar o destino comum da humanidade.
Mas por que o individualismo é tão arraigado? Porque ele está fundado num dado real do processo evolucionário e antropogênico, mas assumido de forma reducionista. Os cosmólogos nos asseguram que há duas tendências em todos os seres, especialmente nos vivos: a de auto-afirmação (eu) e a de integração num todo maior (nós). Pela auto-afirmação cada ser defende sua existência; caso contrario, desaparece. Por outro lado, nunca está só, está sempre enredado numa teia de relações que o integra e lhe facilita a sobrevivência.
As duas tendências coexistem e juntas constroem cada ser e sustentam a biodiversidade. Excluindo uma delas surgem patologias. O "eu" sem o "nós" leva ao individualismo e ao capitalismo como sua expressão econômica. O "nós" sem o "eu" desemboca no socialismo estatal e no coletivismo econômico. O equilíbrio entre o "eu" e o "nós" se encontra na democracia participativa que articula ambos os pólos. Ela acolhe o indivíduo (eu) e o vê sempre inserido na sociedade maior (nós) como cidadão.
Hoje precisamos de uma hiperdemocracia que valorize cada ser e cada pessoa e garanta a sustentabilidade do coletivo que é a geosociedade nascente.
[Autor de Convivência, respeito e tolerância, Vozes 2008]
Autor: Adital Fonte: Leonardo Boff - Teólogo, filósofo e escritor
(...) incentivamos a corrida sem fim dos mais novos; é no futuro deles que pensamos?
O avião em que viajo finalmente pousa. Cautelosa, espero que a aeronave pare totalmente para relaxar por saber que cheguei sã e salva. Estou sentada numa poltrona do corredor e prefiro esperar as portas se abrirem para levantar. Não consigo: sou atropelada por um senhor, com terno de corte fino, que estava sentado ao lado da janela e tem pressa. Ele nem sequer pede licença para passar ou espera que eu me levante: simplesmente passa por cima de minhas pernas. Aguardo um pouco e, quando a fila caminha em direção à saída, tento sair. Dura empreitada essa: ninguém está disposto a dar passagem porque isso significa chegar atrás, mais tarde. Segundos apenas, mas mais tarde. Encontro-me com quase todos os companheiros de viagem no ônibus que nos leva até o saguão do aeroporto e enfrento a mesma dificuldade para dele descer e chegar à esteira onde pegarei minha bagagem. Estão lá, os apressados, e vão esperar comigo a mala chegar.
A pressa tomou conta de nossas vidas. Corremos desde que acordamos. O banho é rápido -além de tudo, é preciso economizar água e energia-, o café da manhã é tomado com a leitura do jornal ou outra atividade qualquer, os filhos são empurrados para o carro e, com toda a velocidade, enfrentamos o trânsito emperrado para chegar ao nosso destino.
É no trânsito, principalmente, que constatamos a pressa de quase todos: é difícil sair da garagem, já que poucos se dispõem a esperar alguns segundos para dar passagem. Passar de uma pista para outra é tarefa para piloto de Fórmula 1: poucos deixam ser ultrapassados. As crianças percebem desde cedo a nossa correria e a adotam. Quando bebês, os primeiros passos são dados apressadamente para garantir um equilíbrio ainda em desenvolvimento. Daí em diante, é difícil ver crianças andando: correm sem motivo nenhum. E nós, em nossa pressa, achamos natural que corram dentro de casa, na escola, onde as levamos.
Incentivamos a corrida sem fim dos mais novos: queremos que aprendam tudo rapidamente e cedo, de preferência sem exigir muito de nossa parte para que não atrapalhem a nossa própria corrida. É no futuro deles que pensamos? A justificativa que assumimos foi essa.
Mas, pensando bem, ela pode ser uma desculpa que construímos para adequar o papel educativo ao estilo de vida corrido que adotamos. Afinal, estimulando e empurrando os mais novos para essa corrida, tantas vezes desrespeitamos etapas de suas vidas, ritmos pessoais etc. Aonde precisamos chegar com tanta pressa? Ao pensar nessas questões, ocorre-me o personagem do filme "Forrest Gump", que, em determinado momento de sua vida, decide correr. Ele simplesmente corre: sem motivo, sem destino. Para que não façamos o mesmo, precisamos nos perguntar diariamente: "Por que estou correndo? Será que poderia realizar a mesma coisa com mais calma e melhor?". Desse modo, certamente poderíamos diminuir nosso alto grau de estresse, dedicar mais tempo aos filhos e, assim, ter uma vida melhor com e para eles.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha)
(...) É ilusão esperar que não haja conflito entre as pessoas, mas é ilusório partir do princípio de que todo conflito leva a uma guerra.
Um homem com um chapéu preto de abas largas sentou-se bem na frente da pessoa que ocupava a cadeira ao lado da minha no teatro.
Ele chegou com algumas pessoas. Ouvi uma delas sugerir que ele tirasse o chapéu, o que recusou veementemente. A pessoa ao meu lado tocou no seu ombro e lhe pediu o favor de tirar o chapéu. Ele insistiu que não tirava. "Mas o senhor está me impedindo de assistir à peça", continuou ela. "Então a senhora sente lá na frente, pois eu não vou tirar o chapéu." Acabou trocando de lugar com uma das pessoas do grupo e ficou na cadeira da ponta. Mas não tirou o chapéu. Depois, dormiu de roncar. O homem de chapéu parecia ser uma dessas pessoas que acreditam que sua liberdade e seu poder pessoal estão em fazer valer a sua vontade.
Coincidência ou paradoxo, a peça encenada era "A Alma Boa de Setsuan", de Brecht. No palco e na plateia, o assunto era a dificuldade, que muitos sentimos, de afirmar nossos desejos e propósitos, com receio de prejudicar ou oprimir os outros. E a dificuldade de atender a vontade dos outros, sem o risco de nos prejudicarmos.
É ilusão inocente esperar que não haja conflito entre as pessoas, quando seus propósitos são diferentes. Mas é também ilusório partir do princípio de que todo conflito desencadeia uma guerra, desfia ofensas, instaura discórdia. Essa crença equívoca se apoia numa lógica de exclusão: ou eu ou os outros. Só prevê vencedor e perdedor. Jamais as duas partes poderiam ganhar. Não há lugar para acordos. Talvez por isso as pessoas se sintam tão constrangidas quando presenciam outras discordando entre si. Como ocorreu no teatro: quem estava em torno dos envolvidos queria fazer de conta que não acontecia nada. Somos filhos de uma filosofia de vida individualista.
Não acredito que nos falte coragem para enfrentar discussões. O que nos falta é o sentimento de termos um mundo em comum. Não nos sentimos pertencer, em conjunto, ao mesmo mundo. Por isso, problemas da realidade, aí fora, não nos afetam. Assim, entendemos que os problemas do país são de responsabilidade dos políticos, os de saúde, da alçada dos médicos... Reconhecemos como nossos somente os problemas que nos afetam diretamente.
Parecemos viver dentro de bolhas particulares. A perda do sentimento de pertencermos a um mundo comum nos mantém isolados uns dos outros e cada vez mais incomunicáveis. A violência urbana e a dinâmica do universo profissional corroboram com isso. Exercemos, hoje, muito melhor a competição do que a solidariedade. O problema maior é que, quando perdemos o sentido de um mundo em comum, ficamos mortalmente atingidos na nossa condição humana. Os homens não foram criados para que vivessem sozinhos. Um homem pode viver sem seu chapéu, mas jamais sem companhia.
DULCE CRITELLI , terapeuta existencial e professora de filosofia da PUC-SP, é autora de "Educação e Dominação Cultural" e "Analítica de Sentido" e coordenadora do Existentia - Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana
Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, distantes não existem mais carinho, aconchego, afago, não se valoriza mais as qualidades, os bons costumes, só se ouve críticas. As pessoas estão cada vez mais solitárias, intolerantes consigo e com o outro e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram ou se perpetuam. A ausência de elogio, obrigado, por favor, a benção ao Pai, Mãe, está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, só dando ordens, não vemos mais pais e filhos se elogiando, se abraçando, amigos que fazem elogios.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, bigbrother, sabe mais deles do que o outro que esta ao seu lado, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto e sempre se apresentar bem. Essa ausência de elogio, do afeto, tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo nos lares, o compartilhar no almoço, o excesso de orgulho, impedem que as pessoas digam o que sentem, levando assim essa carência para dentro dos consultórios médicos. Acabam com seu casamento/relacionamentos porque procuram em outras pessoas/animais o que não conseguem em casa. Vamos valorizar nossas famílias, amigos, alunos, mestres, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, a sinceridade, a lealdade, a confiança, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim, nós todos vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, em que é impossível viver sozinho, e os elogios são a motivação da nossa vida.
No fundo acredito que somos, todos nós, crianças que cresceram mais estatura do que emocionalmente, crianças que foram empurradas para o meio do palco e que precisam ter suas falas na ponta da língua, conforme foram ensaiadas desde a primeira infância....
Somos crianças que choram escondidas no banheiro, que tomam atitudes insensatas, que dizem o que não deveriam ter dito e que nos momentos de desespero, gostariam de chamar um "adulto" para resolver a encrenca no nosso lugar. Mas que adulto? Deus? Ele tem mais do que se ocupar. Resta-nos chorar no meio-fio da calçada mesmo, caso não fosse um vexame.
Os maduros têm certeza. Os maduros não vacilam. Os maduros são programáticos. Os maduros ganham dinheiro. Os maduros assumem seus atos. Os maduros sabem o que dizer e como se comportar. Os maduros só fraquejam diante da orfandade - perder pai e mãe é perturbador em qualquer fase da vida-, mas logo reassumem o controle e seguem em frente. Não se espera outra coisa deles. Se tentarem fugir de suas responsabilidades, serão consideradas pessoas infantis.
E quem tolera ser considerado infantil a essa altura?Então a gente presta atenção em volta, imita nossos pais e amigos, se apega a um roteiro conhecido, faz certo teatro, tudo para que não percebam que, em silêncio e na solidão, somos apenas crianças grandes.
O homem que pode viver um contato íntimo com sua sociedade sem ser tragado por ela nem dela completamente afastado é um homem bem integrado [...].Perls
Em todas as coisas humanas a extrema diversidade não deve mascarar a unidade, nem a unidade básica mascarar a diversidade: a diferença oculta a unidade, mas a unidade oculta as diferenças. Deve-se evitar que a unidade desapareça quando surge a diversidade e vice-versa. Morin
Aqui está uma musica que eu escrevi Talvez você queira cantar nota por nota Não se preocupe, seja feliz Em toda vida, temos problemas Mas quando você se preocupa, eles se multiplicam Não se preocupe, seja feliz Não se preocupe, seja feliz agora
Não se preocupe
Seja feliz
Não se preocupe, seja feliz
Não tem nenhum lugar pra encostar sua cabeça Alguém veio e levou sua cama Não se preocupe, seja feliz O senhorio te diz que o aluguel está atrasado Talvez ele tenha que te processar Não se preocupe, seja feliz (olhe pra mim, eu sou feliz)
Não se preocupe Seja feliz Te dou meu telefone, quando você estiver preocupada, me liga e eu te farei feliz Não se preocupe Seja feliz Não se preocupe, seja feliz
Não tem dinheiro, não tem estilo Não tem uma garota pra te fazer sorrir Mas não se preocupe, seja feliz Porque quando você se preocupa, seu rosto fica triste E isso deixa todo mundo mal Então não se preocupe, seja feliz Não se preocupe, seja feliz agora
Não se preocupe Seja feliz
Essa foi a música que eu escrevi Espero que tenham aprendido nota por nota, como crianças boazinhas Não se preocupe, seja feliz Escute o que eu digo Na sua vida, espere problemas Quando você se preocupa, eles se multiplicam Não se preocupe, seja feliz, seja feliz agora
Não se preocupe Seja feliz
Coloque um sorriso em seu rosto Não deixe todo mundo mal desse jeito
Não se preocupe O que quer que seja, logo vai passar Não se preocupe, seja feliz
Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre mercado de trabalho. Aqui vai um pequeno resumo de uma entrevista com o famoso Randolph Brennan.
* AINDA É POSSÍVEL SER FELIZ EM UM MUNDO TÃO COMPETITIVO?
R: Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito a aprender. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem consegue aproveitar agora os frutos de seu trabalho.
* QUE CONSELHO O SENHOR DÁ AOS JOVENS QUE ESTÃO ENTRANDO NO MERCADO DE TRABALHO?
R: É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.
* O QUE É EXATAMENTE SUCESSO?
R: É sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.
Belas e sábias respostas... Queria me desculpar apenas pelo fato de que não existe nenhum Randolph Brennan. Eu o inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas de um livro escrito havia 2.300 anos. O Eclesiastes, do Velho Testamento bíblico. Mas, se digo isso logo no começo, muitas pessoas talvez nem teriam interesse em continuar lendo.
Às vezes as melhores amigas em um ano, se tornam apenas boas amigas no próximo ano, já não se falem tanto no ano seguinte, e não tenham tempo de se falar no próximo.
Então, eu só queria te dizer, que mesmo que nunca mais nós nos falemos, você é especial para mim e fez toda a diferença na minha vida, Eu me preocupo com você, respeito você, e nunca esquecerei você.
“Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo.”
“A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.”
“Não desejo morrer pela paralisia progressiva das minhas faculdades como um homem vencido. A bala de um assassino poderia por fim a minha vida. Acolhe-la-ia com alegria”
A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.”
“O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.”
“Acredito na essencial unidade do homem, e portanto na unidade de todo o que vive. Desse modo, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida.”
“A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”
“Mas creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, o perdão é mais nobre que a punição. O perdão enobrece um soldado. Mas a abstenção só é perdão quando há o poder para punir; não tem sentido quando pretende proceder de uma criatura desamparada. Um camundongo dificilmente perdoa um gato que o dilacera. Compreendo os sentimentos daqueles que clamam pela punição condigna do General Dyer e outros iguais. Haveriam de esquartejá-lo, se pudessem. Mas não creio que a Índia seja desamparada. Não me considero uma criatura desamparada. Apenas quero usar a força da Índia e a minha própria para um propósito melhor.”
“Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.”
“O mundo não é totalmente governado pela lógica: a própria vida envolve certa espécie de violência, e a nós nos nos compete escolher o caminho da violência menor.”
“Ao rejeitar a espada, não tenho senão a lâmina do amor para oferecer àquele que investiu contra mim. É ao oferecer-lhe esta lâmina que espero sua aproximação. Não posso conceber um estado de hostilidade permanente entre um homem e outro. Pois, crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço.”
“O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo.”
“O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha.”
“Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.”
“Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza.”
“A civilização, no sentido real da palavra, não consiste na multiplicação, mas na vontade de espontânea limitação das necessidades. Só essa espontânea limitação acarreta a felicidade e a verdadeira satisfação. E aumenta a capacidade de servir.”
“É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. É justo que a pessoa que come em demasia se sinta mal ou jejue. É injusto que quem cede aos próprios apetites fuja às conseqüências tomando tônicos ou outros remédios. É ainda mais injusto que uma pessoa ceda às próprias paixões animalescas e fuja às conseqüências dos próprios atos.”
“A Natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis.”
“Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.”
“Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.”
Frase de Gandhi: “Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.”
“Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa.”
“A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?”
“Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível.”
“Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientementemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (…) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida.”
“Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.”