Rocha Minha

Oh Rocha minha eu Te desejo mais
Que a própria vida, por Ti espero,
A Ti elevo a voz, vem me ouvir
Elevo os meus olhos
A quem irei clamar
Minha esperança
Oh vem me resgatar
Pelos montes, pelos vales
Vou seguindo, Te servindo
Minha vida está firmada em Ti
Meu Salvador
Ministério Canto do Céu
CD Rocha Minha
Igreja do Nazareno em Americana - SP
www.cantodoceu.com.br
Você é Especial

Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00. Ele perguntou:
"Quem quer esta nota de R$ 100,00?"
Todos ergueram a mão. Então, ele disse:
"Darei esta nota a um de vocês. Mas primeiro, deixem me fazer isto!"
Aí, ele amassou a nota. E perguntou, outra vez:
"Quem ainda quer esta nota?"
As mãos continuaram erguidas.
"Bom - ele disse - e se eu fizer isto?"
E ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e a esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou:
"E agora? Quem ainda quer esta nota?"
Todas as mãos continuaram erguidas. O palestrante virou para a platéia e disse que tinha ensinado uma lição:
"Não importa o que eu faça com o dinheiro. Vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor. Essa situação também acontece com a gente. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados, e ficamos nos sentindo sem importância. Mas, não importa... jamais perderemos nosso valor perante o universo. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou que sabemos, mas pelo que somos!
Somos especiais... você é especial!
Jamais se esqueça disso!"
Menah, Menah

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e
elas me seguem" (João 10:27)
Um viajante, passando pelo Oriente Médio, relata que
avistou, em um determinado poço, três pastores dando de
beber a seus rebanhos. Os três rebanhos estavam reunidos no
mesmo lugar. O viajante não via nenhuma diferença entre eles
e perguntou como conseguiriam separá-los novamente. Nesse
momento um dos pastores se adiantou e, em voz alta, gritou:
“Menah," a palavra árabe para "Siga-me," e imediatamente
cerca de trinta ovelhas saíram do meio do grupo e começaram
a segui-lo colina acima. Logo após um segundo pastor também
gritou: "Menah," e outra parte do rebanho se moveu atrás
dele. O resto das ovelhas permaneceu no lugar, como se
ninguém tivesse falado nada para elas. O viajante estava
surpreso e viu quando o terceiro pastor se preparava para
partir, tomando seu cajado e pegando algumas tâmaras caídas
no lugar onde havia descansado. Dirigindo-se a este,
perguntou: "Suas ovelhas me seguiriam se eu as chamasse?" O
pastor sacudiu a cabeça respondendo que não. "Dê-me sua capa
e seu cajado de pastor e deixe-me tentar." Usando os trajes
do pastor ele se afastou um pouco e começou a gritar:
“Menah, Menah,", mas nenhuma ovelha se mexeu. Elas apenas
deram uma piscadela rápida sob o dia ensolarado. "Elas nunca
seguem alguém além de você?" perguntou o viajante. "Só
quando alguma ovelha está enferma. Então, a tola criatura
segue qualquer um," disse o pastor.
A quem temos seguido em nossa vida espiritual? Estamos
certos de que conhecemos a voz de nosso Pastor e só a Ele
atendemos ou, como enfermos espirituais temos seguido
tolamente a qualquer um? Temos tido a firmeza cristã de
andar apenas pelo Caminho do nosso Senhor ou, desgarrados e
sem rumo, seguimos qualquer atalho à nossa frente?
Quando a nossa fé está firmada na Palavra de Deus
reconhecemos claramente a voz de nosso Salvador e não somos
enganados por uma voz disfarçada. Somos do Senhor e Ele nos
conhece. Nós também O conhecemos e estamos prontos a atender
a Seu chamado na hora que desejar.
A quem você tem seguido ultimamente?
Pastor Paulo Barbosa
No Meio dos Escombros... A Esperança

Está chegando o novo livro do Ministério Para Refletir:
Jardim de Esperanças. Reserve já o seu exemplar.
"Agora, pois, Senhor, que espero eu? a minha esperança está
em ti" (Salmos 39:7).
No século 18, as forças do Kaiser estavam queimando todas as
aldeias judias na Polônia. Uma dessas aldeias foi destruída
e nada havia sobrado. Na manhã seguinte, quando o sol
apareceu, um velho cavalheiro judeu começou a juntar tábuas
e montar uma banca para vendas. Um jovem ia passando e,
olhando fixamente o que fazia, demonstrando incredulidade,
perguntou: "O que você vai vender no meio destas ruínas?" O
homem sorriu e disse: "eu vou vender esperança. Você pode
vender água em um deserto seco, então o lugar para vender
esperança está no monte de cinzas de uma destruição.”
Muitas vezes nos sentimos como aquela aldeia judia da
Polônia. Tudo parece acabado, destruído, sem solução. Nossa
alma geme de dor e aflição e o que mais ardentemente
desejamos é ouvir, em alto e bom som: "Esperança...
Esperança!”
Mas onde conseguir forças para encontrar a esperança?
Olhamos para todos os lados e só enxergamos ruínas e
desolação. Parece que a vida se esqueceu de nós; que os
nossos amigos e parentes se esqueceram de nós; que Deus se
esqueceu de nós. Mas... Olhe bem... O sol começa a brilhar
novamente. A fumaça começa a se dissipar. Algo novo está
aparecendo no meio das ruínas. É a mão do Senhor estendida,
oferecendo "esperança". Não é uma banca de vendas, não
precisamos comprar nada, só é necessário crer e receber a
bênção que o nosso Salvador nos oferece.
Quando os nossos dias parecem sombrios e tudo o que fazemos
resulta em fracasso, precisamos confiar em Deus que nos
garantiu a vitória. Mesmo que as ruínas da desesperança
estejam por toda a parte que pisamos e mesmo que os
escombros de nossos sonhos sejam a única coisa que
conseguimos vislumbrar, não devemos desistir e nem
desanimar. Ainda resta esperança... O Senhor está conosco e
toda a situação vai mudar. A perseverança é nossa arma. A fé
é a nossa bandeira. Vamos vencer!
Pastor Paulo Barbosa
Seja você mesmo... Sempre!

Não espere um sorriso para ser gentil...
Não espere ser amado para amar...
Não espere ficar sozinho
para reconhecer o amor de quem está ao seu lado.
Não espere ficar de luto, para reconhecer
quem hoje é importante para você!
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar.
Não espere a queda para lembrar-se do conselho.
Não espere a enfermidade para
saber quão é frágil a vida.
Não espere ter dinheiro aos montes, para então contribuir.
Não espere por pessoas perfeitas para então se apaixonar.
Não espere a mágoa para pedir perdão.
Não espere a separação para buscar a reconciliação.
Não espere elogios para acreditar em si mesmo.
Não espere a dor para acreditar na Oração.
Não espere o dia da sua morte sem antes...
Acreditar na Vida.
Seja sempre você, autêntico e único!
É Preciso Correr Riscos

É preciso correr riscos.
Só entendemos direito o milagre da vida
quando deixamos que o inesperado aconteça.
Todos os dias Deus nos dá - junto com o sol -
um momento em que é possível
mudar tudo que nos deixa infelizes.
Todos os dias procuramos fingir que
não percebemos este momento,
que ele não existe, que hoje é igual a ontem
e será igual a amanhã.
Mas, quem presta atenção ao seu dia,
descobre o instante mágico.
Ele pode estar escondido na hora
em que enfiamos a chave na porta pela manhã,
no instante do silêncio logo após o jantar,
nas mil e uma coisas que parecem iguais.
Este momento existe - um momento em que toda
a força das estrelas passa por nós,
e nos permite fazer milagres.
A felicidade às vezes é uma benção -
mas geralmente é uma conquista.
O instante mágico do dia nos ajuda a mudar,
nos faz ir em busca de nossos sonhos.
Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis,
vamos enfrentar muitas desilusões -
mas tudo é passageiro, e não deixa marcas.
E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.
Pobre de quem teve medo de correr os riscos.
Porque este talvez não se decepcione nunca,
nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles
que têm um sonho a seguir.
Mas quando olhar para trás -
porque sempre olhamos para trás -
vai escutar seu coração dizendo:
"O que fizestes com os milagres que
Deus semeou por teus dias?
O que fizeste com os talentos que
teu Mestre te confiou?
Enterraste fundo em uma cova,
porque tinhas medo de perdê-los.
Então esta é tua herança:
a certeza de que desperdiçaste tua vida."
Pobre de quem escuta estas palavras.
Porque então acreditará em milagres,
mas os instantes mágicos da vida já terão passado.
Paulo Coelho
A Força do Amor

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho,
fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael,
com três anos de idade, a se preparar para a chegada.
Os exames mostraram que era uma menina,
e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe.
Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer.
A gravidez se desenvolveu normalmente.
No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos;
depois a cada três; então, a cada minuto uma contração.
Entretanto, surgiram algumas complicações
e o trabalho de parto de Karen demorou horas.
Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana.
Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu.
Só que ela estava muito mal. Com a sirene no último volume,
a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.
Os dias passaram. A menininha piorava. O médico disse aos pais:
“Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças”.
Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral.
Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê.
Hoje, os planos eram outros.
Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais
que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.
"Eu quero cantar pra ela", ele dizia.
A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê
não sobrevivesse até o final dela.
Michael continuava insistindo com seus pais
para que o deixassem cantar para sua irmã,
mas crianças não eram permitidas na UTI.
Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito.
Ele ainda não tinha visto a irmã e,
se não fosse hoje, talvez não a visse viva.
Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior,
para disfarçar a idade, e rumou para o hospital.
A enfermeira não permitiu que ele entrasse
e exigiu que ela o retirasse dali.
Mas Karen insistiu:
"Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!"
Ela levou Michael até a incubadora.
Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida.
Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar,
com sua voz pequenininha:
"Você é o meu sol, o meu único sol.
Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..."
Nesse momento, o bebê pareceu reagir.
A pulsação começou a baixar e se estabilizou.
Karen encorajou Michael a continuar cantando.
"Você não sabe, querida, quanto eu te amo.
Por favor, não leve o meu sol embora...
" Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê
foi se tornando suave.
"Continue, querido!", pediu Karen, emocionada. "Outra noite, querida,
eu sonhei que você estava em meus braços...”
O bebê começou a relaxar. "Cante mais um pouco, Michael.”
A enfermeira começou a chorar. "Você é o meu sol, o meu único sol.
Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro...
Por favor, não leve o meu sol embora...”
No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado
e em poucos dias foi para casa.
O Woman's Day Magazine chamou essa história de
"O milagre da canção de um irmão".
Os médicos chamaram simplesmente de milagre.
Karen chamou de milagre do amor de Deus.
NUNCA ABANDONE AQUELE QUE VOCÊ AMA.
O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.
O amor está em suas mãos...
Os Girassóis

Você já viu um girassol?
Trata-se de uma flor amarela, muito grande, que gira sempre em busca do sol. E é por essa razão que é popularmente chamada de girassol.
Quando uma pequena e frágil semente dessa flor brota em meio a outras plantas, procura imediatamente pela luz solar. É como se soubesse, instintivamente, que a claridade e o calor do sol lhe possibilitarão a vida.
E o que aconteceria à flor se a colocássemos em uma redoma bem fechada e escura? Certamente, em pouco tempo, ela morreria.
Assim como os girassóis, nosso corpo também necessita da luz e do calor solar, da chuva e da brisa, para nos manter vivos.
Mas não é só o corpo físico que precisa de cuidados para que prossiga firme. O espírito igualmente necessita da luz divina para manter acesa a chama da esperança. Precisa do calor do afeto, da brisa da amizade, da chuva de bênçãos que vem do alto.
Todavia, é necessário que façamos esforços para respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis que nos envolvem.
Muitos de nós permitimos que os vícios abafem a nossa vontade de buscar a luz, e definhamos dia-a-dia como uma planta mirrada e sem vida.
Ou, então, nos deixamos enredar nos cipoais da preguiça e do amolentamento e ficamos a reclamar da sorte sem fazer esforços para sair da situação que nos desagrada.
É preciso que compreendamos os objetivos traçados por Deus para a elevação de seus filhos, que somos todos nós.
E para que possamos crescer de acordo com os planos divinos, o criador coloca à nossa disposição tudo o de que necessitamos.
É o amparo da família, que nos oferece sustentação e segurança em todas as horas...
A presença dos amigos nos momentos de alegria ou de tristeza a nos amparar os passos e a nos impulsionar para a frente.
São as possibilidades de aprendizado que surgem a cada instante da caminhada tornando-nos mais esclarecidos e preparados para decidir qual o melhor caminho a tomar.
Mas, o que acontece conosco quando nos fechamos na redoma escura da depressão ou da melancolia e assim permanecemos por vontade própria?
É possível que em pouco tempo nossas forças esmoreçam e não nos permitam sequer gritar por socorro.
Por essa razão, devemos entender que Deus tem um plano de felicidade para cada um de nós e que, para alcançá-lo, é preciso que busquemos os recursos disponíveis.
É preciso que imitemos o girassol. Que busquemos sempre a luz, mesmo que as trevas insistam em nos envolver.
É preciso buscar o apoio da família nos momentos em que nos sentimos fraquejar.
É preciso rogar o socorro dos verdadeiros amigos quando sentimos as nossas forças enfraquecendo.
É preciso, acima de tudo, buscar a luz divina que consola e esclarece, ampara e anima em todas as situações.
Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e o convite da depressão rondar-te a alma, imita os girassóis e busca respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis.
Quando as dificuldades e os problemas se fizerem insuportáveis, tentando sufocar-te a disposição para a luta, lembra-te dos girassóis e busca a luz divina através da oração sincera.
Ser Sábio

Sábio é aquele que permite descobrir;
que reconhece a importância de aprender o novo, que abre seu coração para sentir e ouvir...
Sábio é aquele que permanece em silêncio, observando os passos da mente, as fragrâncias, os lugares escondidos dentro do seu ser...
Sábio é aquele que ouve antes de falar,
que sorri antes de chorar,
que permanece quieto para sentir
o frescor da noite em seu interior.
Sábio é aquele que diz sim para a vida,
que desperta o amor em si e em seu semelhante, na intenção de criar um mundo melhor a todos nós.
Sábio é aquele que ama seu irmão que vê,
Como ama a Deus que não vê.
Sábio é aquele que vive e sabe viver!
Autor Desconhecido
Uma questão de escolha

Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de escolhas.
Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar.
A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante.
Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.
Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de conta que não tem compromisso nenhum.
Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro em cruzamento complicado, ou fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo.
Não jogar nada pelas janelas do carro, ou emporcalhar todo o caminho por onde passa, tudo é questão de escolha.
Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu mundo.
Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.
Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório, pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua.
Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo.
Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no mundo, pela sua forma de ser.
Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos ou talvez ninguém notará.
Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior do nosso Brasil, começou a sentir fome.
Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa indicativa de lanchonete ou restaurante.
Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia refeições.
Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a escolher.
Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever. Talvez pelas poucas letras que tivesse.
Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher.
Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.
Frango frito. Foi à resposta rápida.
E que mais?
Só frango frito. Respondeu de novo.
Mas a tabuleta diz comida a escolher. – argumentou meu amigo.
Sim. Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não quer comer.
Tinha toda razão aquela senhora.
Tudo é opção.
Por isso, alguns de nós, escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou quase nada que tenhamos.
Outros optamos por ser infelizes, com a abundância que desfrutamos.
Uns recebemos o diagnóstico de doença insidiosa e decidimos lutar e viver o quanto nos seja permitido.
E curtimos a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema, a bagunça dos netos.
Outros, optamos por nos deixar morrer, sem combate.
Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós.
Todos sofremos perdas, doenças, lutas, no mundo de provas e expiações em que nos movimentamos.
Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde.
O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza. Vitórias ou derrotas.
Pense nisso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, nesse novo dia.
Abrace a alvorada que surge, viva as horas de bênçãos e quando a noite chegar, agradeça a Deus pelas felizes escolhas desse bendito tempo que se chama dia.
Amanhã, quando retornarem as horas a movimentar os ponteiros do relógio, você voltará a fazer as suas escolhas...
Muito boas escolhas.
“Que mundo maravilhoso”

Eu vejo árvores verdes, rosas vermelhas também, eu vejo-as florescer para eu e você e eu pensamos comigo mesmo:
"Que mundo maravilhoso!"
Eu vejo céus azuis e nuvens brancas, o resplandecente dia abençoado, a escura noite sagrada,
e eu penso comigo mesmo:
"Que mundo maravilhoso!"
As cores do arco-íris, tão lindas no céu, estão também nos rostos das pessoas passando ao lado.
Eu vejo amigos apertando as mãos, dizendo:
"Como vai você?”
Eles realmente estão dizendo.
"Eu amo você".
Eu ouço bebês chorando, eu observo-os crescerem.
Eles aprenderão muito mais do que eu jamais saberei.
E eu penso comigo mesmo:
"Que mundo maravilhoso!”
Sim, eu penso comigo mesmo:
"Que mundo maravilhoso!”
(Louis Armstrong).
Depende de Você "

A paz que você reclama e tenta encontrar...
depende de você.
A compreensão que você reivindica a cada passo...
depende de você.
A bondade que você admira nas pessoas...
e sonha possuir...
depende de você.
O diálogo, base de toda convivência...
depende de você.
A abertura que é o caminho para a renovação...
depende de você.
A realização que você julga essencial...
depende de você.
O amor que você quer encontrar no outro...
depende de você.
Pondere:
Queixar-se ou produzir, atrapalhar ou servir,
desprezar ou valorizar, revoltar-se ou colaborar,
adoecer ou curar-se, rebaixar-se ou abrir-se,
estacionar ou progredir é uma questão de escolha.
"Depende de você".
Os amigos

São tão amigos, que voltam.
São tão fraternos, que se unem.
São tão simples, que cativam.
São tão desprendidos, que doam.
São tão dignos, que amam,
compreendem e perdoam.
Os amigos
São tão necessários,
que sempre se fazem presentes.
São tão grandes, que se distinguem.
São tão dedicados, que edificam.
São tão preciosos, que se conservam.
São tão irmãos, que partilham.
São tão sábios, que ouvem,
iluminam e calam.
Os amigos
São tão raros, que se consagram.
São tão frágeis, que fortalecem.
São tão importantes, que não se esquecem.
São tão fortes, que protegem.
São tão presentes, que participam.
São tão sagrados, que se perenizam.
São tão santos, que rezam.
São tão solidários, que esquecem de si mesmos.
São tão felizes, que fazem a festa.
Os amigos
São tão responsáveis,
que vivem na verdade.
São tão livres, que crêem.
São tão fiéis, que esperam.
São tão unidos, que prosperam.
São tão amigos, que doam a vida.
São tão amigos, que se ETERNIZAM...
(desconhecemos o autor)
Todo dia é menos um dia

Carlos Drumond Andrade
Porque Deus criou as amigas

Quando Deus criou as amigas as fez pensando em que tivéssemos
a possibilidade de ter um ser querido no qual pudéssemos confiar.
Sabia que nela encontraríamos uma pessoa de nobres sentimentos
disposta a brindar em todo momento o melhor de si mesma.
Alguém com quem pudéssemos desfrutar nossos sucessos e compartilhar nossos fracassos.
Mas que ao final de cada trecho percorrido, não houvesse rivalidade,
mas sim um laço de carinho que nos impulsione a caminhar juntas, sempre.
Autor Desconhecido
Palavras

"Se disseres que me amas, acreditarei, mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei, mas se escreveres sobre ela,
sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei, mas se a
descreveres no papel, o seu peso será menor.”
. E assim são as palavras escritas; possuem um magnetismo especial,
libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de em poucos minutos cruzar mares, saltar
montanhas, atravessar desertos, intocáveis.
Muitas vezes perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que
a lerem.
Faça amor com as palavras, mate saudades, peça perdão, aproxime-se,
recupere o tempo perdido, insinue-se, alegre alguém, dê simplesmente um bom
dia, faça um carinho especial.
Use-a a todo instante, de todas as maneiras; sua força é imensurável.
Não esqueça de que, quem escreve, constrói um castelo, e quem lê, passa a habitá-lo
Autor Desconhecido
AMIZADE TALVEZ SEJA ISSO...

Considero-me um dos teus melhores amigos, e até que a recíproca é verdadeira, por tudo o que já fizeste, sorriste e choraste por mim.
Mas não tenho o direito de exigir que confies cegamente em mim, não tenho o direito de saber tudo a seu respeito, não tenho tempo de roubar o seu tempo, não tenho o direito de interferir em teus caminhos, não tenho o direito de chantagear-te com minha bondade, não tenho o direito de exigir que chores primeiro em meu ombro, que corras primeiro em minha direção, não tenho o direito de reclamar pelas verdades que não disseste, e nem pelos segredos que me ocultaste.
Ser teu amigo não me dá o direito algum sobre a tua consciência. Antes de ser teu amigo, implica apenas e tão somente em querer o teu bem, porque te quero bem. E só. Chamar-te-ei a atenção para certos perigos, estarei ali quando doer em ti alguma dor intensa estarei inquieto quando souber que não vais bem, estarei sorrindo de alegria quando souber que estás feliz. Para mim não quero nada. Nem mesmo o consolo de saber que sou ou não teu melhor amigo, ou que dizes ou não dizes, sentes ou não sentes, que sou a melhor pessoa que já passou em tua vida. O que espero e desejo? O que espero e desejo é que nunca canses de minha amizade, que nunca aborreça de saber que alguém se preocupa contigo, que nunca digas: "Lá vem aquele chato de novo". O que espero e sonho é que, um dia se precisares de um par de ouvidos, procures entre outros, também os meus; se um dia qualquer dor te machucar demais, e se estiver cansado, revoltado, magoado, ou vazio, tenhas a coragem sem medo algum, de me encontrar e dizer que precisas de alguém como eu, que nada quero em troca senão a tua paz interior. O que realmente quero é que entendas que não te quero para mim, mas apenas e tão somente para ti, não quero exclusividade, mas com ternura fraterna e sincera, e que entendas que se fosse preciso, daria minha vida por ti, e se ainda as circunstâncias o exigissem, sumiria de tua vida para que minha lembrança ou minha presença jamais te atrapalhasse de ser feliz, e realizar tua vocação plenamente.
Não. Eu não preciso de ti. Mas porque sou teu amigo, eu quero precisar Posso viver sem ti, mas com tua amizade sei que eu cresceria muito mais.
Finalmente quero que saibas a maior das razões pelas quais tenho sido teu amigo de todas as horas: "Sem saberes, tu me elevastes muito alto, para bem perto de Deus, todas as vezes que tendo tu olhado em meus olhos e eu nos teus, descobri que de mim nada querias senão que eu fosse uma presença amiga nas tuas alegrias e nas tuas lágrimas".
E foi no dia que descobri que me queres bem, mas que não te faço falta, nem te agarras em mim como tábua de salvação; foi naquele dia que senti a vitória de ser teu amigo. Tudo o que quis e quero, é conquistar-te à tua própria tranqüilidade. De ti só desejo guardar uma lembrança: "Muitas e muitas vezes que vi quando tinhas Deus no coração generoso e empapado de lágrimas de ternura, tu me ensinaste muito mais que pensas", E por isso que quando não tendo podido falar de Deus contigo, tenho falado de ti a Deus. E de alguma forma nunca deixei de estar presente.
Mas sabes o que mais me encanta em nossa amizade? - Penso que permaneceste livre apesar do tanto que já me ouviste, sei que jamais me escravizaste. Se tudo não fora amizade, então não sou teu amigo. Se tudo isso for amizade, estamos quites. Cresceste em Deus do teu jeito e eu cresci do meu.
Padre Zezinho
Imperador Chinês

Conta-se que certo imperador chinês, quando foi avisado a respeito de uma insurreição que estava se desenvolvendo em uma das províncias do seu império, disse aos ministros do seu governo e aos chefes militares que o cercavam:
"Vamos. Sigam-me. Destruirei os meus inimigos imediatamente."
Quando o imperador e suas tropas chegaram ao lugar onde se encontravam os rebeldes, ele os tratou com tanta brandura e amabilidade que, em gratidão, todos se submeteram a ele voluntariamente.
Aqueles que compunham a comitiva do imperador pensaram que ele ordenaria imediata execução de todos os que haviam se rebelado contra o seu domínio, mas ficaram grandemente surpreendidos ao vê-lo tratando-os com tanto carinho e afeto. Intrigado com a humilhante atitude do soberano e julgando-o um quase covarde, o primeiro-ministro, um tanto agastado, perguntou:
- É desta forma que Vossa Excelência cumpre sempre a sua ameaça? Não nos disse no início da caminhada que viríamos aqui para vê-lo destruir os seus inimigos?
Ora, a única atitude que tomou foi a de anistiá-los com um gesto humanitário...
Estamos todos verdadeiramente estarrecidos com o perdão indiscriminado e, sobretudo com o carinho extremado que premiou a cada um dos revoltosos.
Depois de ouvir atenciosamente a censura do seu ministro e ainda outras tantas
Críticas feitas pelos demais auxiliares, o imperador tomado de um sereno ar de generosidade, disse-lhes:
- Sim, lembro-me que prometi solene e decididamente destruir todos os meus inimigos.
E agora eu lhes pergunto: Está vendo algum inimigo meu? Certamente que não, pois a todos tenho feito amigos.
Essa é uma verdade sem contestação. Podem se destruir os inimigos pela força, pela violência, pela soberania. Entretanto, feito isto, não há dúvidas, muitos outros inimigos nascerão em face da atitude prepotente. Todavia, quando se procura ganhar um inimigo com gestos de amor, de compreensão e bondade, fatalmente surgirão muitos outros amigos que, atraídos pela experiência vivida pelo semelhante. Também se deixam transformar seguindo exemplo de amor e perdão em relação aos seus inimigos.
Parece ser este o sentido do pensamento exposto por Paulo, o apostolo: a ciência (conhecimento, saber) por vezes tem levado pessoas a soberba, autoritarismo, superioridade; entretanto, o amor, nas suas mais variadas manifestações, enobrece, dignifica e opera transformações.
O GRANDE HOMEM

Mantém o seu modo de pensar independente da opinião pública. É tranqüilo, calmo, paciente, não grita, nem desespera. Pensa com clareza, fala com inteligência, vive com simplicidade. É do futuro e não do passado. Sempre tem tempo. Não despreza nenhum ser humano. Causa impressão dos vastos silêncios da natureza: o céu não é vaidoso.
Como não anda a cata de aplausos, jamais se ofende. Possui sempre mais do que julga merecer. Está sempre disposto a aprender, mesmo das crianças. Vive dentro de seu próprio isolamento espiritual, aonde não chega nem o louvor nem a censura. Não obstante, seu isolamento não é frio: AMA, SOFRE, PENSA, COMPREENDE. O que você possui: dinheiro ou posição social, nada significa para ele. Só lhe importa o que você é. Despreza a opinião própria, tão depressa verifica o seu erro. Respeita somente a verdade. Tem mente de homem e coração de menino. “Conhece-se a si mesmo, tal qual é, e conhece a Deus.”
O Ferreiro

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus.
Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida.
Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou:
É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar.
Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu imediatamente.
Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.
Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.
Eis o que disse o ferreiro: Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas.
Você sabe como isto é feito?
Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.
Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.
Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.
Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.
O ferreiro deu uma longa pausa, acendeu um cigarro e continuou:
“Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento”.
O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras.
E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.
Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.
Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições.
Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como à água que faz sofrer o aço.
Mas a única coisa que peço é:
Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.
Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser.
- mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.
O velho e a jabuticabeira

O velho estava cuidando da planta com todo o carinho.
O jovem aproximou-se dele e perguntou:
- Que planta é esta que o senhor está cuidando?
- É uma Jabuticabeira - respondeu o velho.
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Pelo menos uns quinze anos - informou o velho.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? Indagou irônico o rapaz.
- Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.
- Então que vantagem você leva com isso, meu velho?
- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria Jabuticabas, se todos pensassem como você...
A cor do Mundo

O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:
- Bom dia!
- Bom dia! Respondeu o ancião.
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos...
- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
- É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde vem.
- Ah! É ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna... Fiz lá muitos amigos.
Só a deixei por imperativos da profissão.
- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.
O forasteiro agradeceu e partiu.
Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?
O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:
- Como é a cidade de onde vem?
- Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante!
Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!
- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente...
Todos vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser.
Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes.
Se o entusiasmo é o detergente das nossas lentes, perceberemos a vida em variados matizes de luzes e cores.
A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.
O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria. Cultivando-o nos sentimentos adquirimos visão para perceber o lado bom da vida que nos rodeia.
Nos céus dos que vivem com otimismo e confiança em Deus, sempre haverá andorinhas bailando no ar prenunciando gloriosas primaveras.
" Procura conviver entre pessoas que te ensinem a caminhar entre as estrelas; porém , quando encontrares a luz, não a negues aos que ficaram nas trevas"
(W. A. Petersen)
A Beleza

Olhar é uma das coisas mais difíceis da vida. Escutar também.
Se nossos olhos estão obsecados pelas nossas inquietações, não podemos ver a beleza do pôr-do-sol.
A maioria de nós perdeu o contato com a natureza. Estamos nos tornando cada vez mais urbanos, vivendo em apartamentos apertados e, tendo muito pouco espaço mesmo para olhar o céu da tarde ou da manhã. Por conseguinte, estamos perdendo o contato com a beleza.
Já notastes quão poucos dentre nós olham o nascer ou o pôr-do-sol, ou o luar ou os reflexos da luz na água?
Tendo perdido o contato com a natureza, tendemos naturalmente a desenvolver as aptidões intelectuais e deixamos de observar a beleza do movimento de uma ave a voar, a beleza de cada movimento das nuvens, ou a beleza manifestada no rosto de outra pessoa.
Conta-se uma história acerca de um instrutor religioso que todas as manhãs falava aos seus discípulos. Certa manhã subiu ao palanque e, justamente quando ia começar a falar, um passarinho pousou no peitoril de uma janela e começou a cantar, a cantar com toda a alma. Depois se calou e foi-se a voar. Disse então o instrutor: "Está terminado o sermão desta manhã".
Uma de nossas maiores dificuldades é vermos, por nós mesmos, com toda a clareza, não só as coisas exteriores, mas também a vida interior. Quando dizemos que vemos uma árvore ou uma flor ou uma pessoa, vemo-la realmente? Ou vemos meramente a imagem que a palavra criou? Isto é, quando olhamos uma árvore ou uma nuvem, numa tarde luminosa, nós a vemos realmente, não só com nossos olhos, porém, totalmente, completamente?
Já experimentastes alguma vez olhar uma coisa objetiva, uma árvore, por exemplo, sem nenhuma das associações, nenhum dos conhecimentos que a respeito dela adquiristes, sem nenhum preconceito, nenhum juízo, nenhuma palavra a constituir uma cortina entre você e a árvore, impedindo-te de vê-la tal qual é realmente?
Experimente para ver o que realmente acontece quando observas a árvore com todo o teu ser, com a totalidade da tua energia. Nessa intensidade, verás que não há observador nenhum; só há atenção. Só quando há desatenção existe "observador e coisa observada". Quando estás olhando com atenção completa, não há espaço para nenhum conceito, fórmula, lembrança.
Só a mente que olha as árvores ou as estrelas com total abandono de si própria, só essa mente sabe o que é a beleza, e quando estamos vendo, achamo-nos num estado de amor. Em geral conhecemos a beleza pela comparação ou através das criações do homem, o que significa que atribuímos beleza a certo objeto.
Vejo aquilo que considero um belo edifício e aprecio essa beleza por causa de meu conhecimento de arquitetura e pela comparação com outros edifícios que vi. Mas, agora, pergunto a mim mesmo: "Existe beleza sem objeto?".
Quando há um observador, ou seja, o censor, o experimentador, o pensador, não há beleza, porque a beleza é então algo exterior, algo que o observador olha e julga; mas, quando não há observador - e isto requer muita meditação, investigação - há então a beleza sem objeto.
A beleza reside no total abandono do observador e da coisa observada, e só pode haver auto-abandono quando há austeridade total, não a austeridade do sacerdote, com sua rudeza, suas sanções, regras e obediência; não a austeridade no vestir, nas idéias, no alimentar-se, no comportamento - porém, a austeridade que consiste em ser totalmente simples, que é a humildade completa - não há então realização, não há escada para galg