Reflexões Diárias


 

Homem ajuda a empurrar ônibus no meio de uma enchente em Wuhan, na China;

seis pessoas morreram em decorrência das chuvas



Escrito por Regina Lopes às 12:03:25 PM
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UM RATO NO VÔO

 

http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK14756_imagem-005800.jpg

Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que bem conservado ainda tinha condições de voar...

Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo de baixo de seu assento.Era um rato que roia uma das mangueiras do sistema hidráulico que dava sustentação ao avião para permanecer nas alturas.

Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido a altura o rato logo morreria sufocado por falta de oxigênio.

Então voou cada vez mais e mais alto e notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem, conseguindo assim realizar uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu grande sonho...

MORAL DA HISTÓRIA
Se alguém lhe ameaçar, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...
Se alguém lhe criticar, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...
Se alguém tentar lhe destruir por inveja e fofocas, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...
E por fim, se alguém lhe cometer alguma injustiça, VOE CADA VEZ MAIS ALTO...
Sabe por quê? Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos 'ratos', não resistem às grandes alturas.Enquanto ele reclama, você cresce! Pense nisso...

Desejo a você um ÓTIMO VÔO ao longo da sua vida...

 Colaboração: Pr. Fausto Brasil

 



Escrito por Regina Lopes às 7:50:35 PM
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O Profeta


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Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.
Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho,
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.

Khalil Gibran



Escrito por Regina Lopes às 6:25:19 PM
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Eu sei, mas não devia

http://2.bp.blogspot.com/_ywSvQZuuiEw/SWSU1CDf7AI/AAAAAAAAG9w/gfiD1peup5Y/s400/marina_colasanti+2.JPG

Marina Colasanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Escrito por Regina Lopes às 8:04:14 AM
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Liberdade e Contingência

 

http://www.yeshuachai.org/blog/files/sonho-de-liberdade.jpg

 

É a capacidade para darmos um sentido novo ao que parecia fatalidade, transformando a situação de fato numa realidade nova, criada por nossa ação. Essa força transformadora, que torna real o que era somente possível e que se achava apenas latente como possibilidade, é o que faz surgir uma obra de arte, uma obra de pensamento, uma ação heróica, um movimento anti-racista, uma luta contra a discriminação sexual ou de classe social, uma resistência à tirania e a vitória contra ela.


O possível não é pura contingência ou acaso. O necessário não é fatalidade bruta. O  possível é o que se encontra aberto no coração do necessário e que nossa liberdade agarra para fazer-se liberdade. Nosso desejo e nossa vontade não são incondicionados, mas os condicionamentos não são obstáculos à liberdade e sim o meio pelo qual ela pode exercer-se.



Marilena Chaui em à Filosofia, Editora Ática, p.339.



Escrito por Regina Lopes às 5:26:03 PM
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http://www.youtube.com/watch?v=lG1Ov0V1O5M



Escrito por Regina Lopes às 4:23:09 PM
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http://www.youtube.com/watch?v=6jqgxIkVwhU



Escrito por Regina Lopes às 2:39:25 PM
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Mude - Pedro Bial

http://www.youtube.com/watch?v=b5ENV0vtoRQ



Escrito por Regina Lopes às 11:26:09 PM
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Assim... Assim - Pedro Bial

http://www.youtube.com/watch?v=iFdnOLYsGiA



Escrito por Regina Lopes às 11:01:59 PM
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COMO PODE?


solenemente
abro minhas amarras
nas desconjunturas da vida e
decifro codigos submersos.
aliviando tensões em estado de letargias
guilhotinando ilusões parabrisas
e atacando, teimosamente
os tiroteios que saem de minha
cabeça cor de silêncio.

L. F. Calaça

 

 

 

 



Escrito por Regina Lopes às 11:56:15 AM
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No caminho, com Maiakóvski

http://www.palavradaterra.blogger.com.br/caminho.jpg

 


Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca -nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, qu e ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita – MENTIRA!

Eduardo Alves da Costa



Escrito por Regina Lopes às 4:16:48 PM
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Palestinos levam seus camelos e cavalos para banho

na faixa de Gaza Mohammed Saber/EFE



Escrito por Regina Lopes às 11:02:30 PM
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Pessoas assistem ao show multimídia "The Bubble" em cinema com a

tela redonda dentro de um casino de Macau, na China Kin Cheung/AP



Escrito por Regina Lopes às 9:03:14 PM
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Pôr do sol entre os prédios de Manhattan, distrito de Nova York,

nos Estados Unidos Lucas Jackson/Reuters



Escrito por Regina Lopes às 8:52:24 PM
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http://www.youtube.com/watch?v=X4RlqzbQUiI



Escrito por Regina Lopes às 11:40:04 PM
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