Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre mercado de trabalho. Aqui vai um pequeno resumo de uma entrevista com o famoso Randolph Brennan.
* AINDA É POSSÍVEL SER FELIZ EM UM MUNDO TÃO COMPETITIVO?
R: Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito a aprender. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem consegue aproveitar agora os frutos de seu trabalho.
* QUE CONSELHO O SENHOR DÁ AOS JOVENS QUE ESTÃO ENTRANDO NO MERCADO DE TRABALHO?
R: É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.
* O QUE É EXATAMENTE SUCESSO?
R: É sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.
Belas e sábias respostas... Queria me desculpar apenas pelo fato de que não existe nenhum Randolph Brennan. Eu o inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas de um livro escrito havia 2.300 anos. O Eclesiastes, do Velho Testamento bíblico. Mas, se digo isso logo no começo, muitas pessoas talvez nem teriam interesse em continuar lendo.
Às vezes as melhores amigas em um ano, se tornam apenas boas amigas no próximo ano, já não se falem tanto no ano seguinte, e não tenham tempo de se falar no próximo.
Então, eu só queria te dizer, que mesmo que nunca mais nós nos falemos, você é especial para mim e fez toda a diferença na minha vida, Eu me preocupo com você, respeito você, e nunca esquecerei você.
“Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo.”
“A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.”
“Não desejo morrer pela paralisia progressiva das minhas faculdades como um homem vencido. A bala de um assassino poderia por fim a minha vida. Acolhe-la-ia com alegria”
A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.”
“O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.”
“Acredito na essencial unidade do homem, e portanto na unidade de todo o que vive. Desse modo, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida.”
“A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos.”
“Mas creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, o perdão é mais nobre que a punição. O perdão enobrece um soldado. Mas a abstenção só é perdão quando há o poder para punir; não tem sentido quando pretende proceder de uma criatura desamparada. Um camundongo dificilmente perdoa um gato que o dilacera. Compreendo os sentimentos daqueles que clamam pela punição condigna do General Dyer e outros iguais. Haveriam de esquartejá-lo, se pudessem. Mas não creio que a Índia seja desamparada. Não me considero uma criatura desamparada. Apenas quero usar a força da Índia e a minha própria para um propósito melhor.”
“Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.”
“O mundo não é totalmente governado pela lógica: a própria vida envolve certa espécie de violência, e a nós nos nos compete escolher o caminho da violência menor.”
“Ao rejeitar a espada, não tenho senão a lâmina do amor para oferecer àquele que investiu contra mim. É ao oferecer-lhe esta lâmina que espero sua aproximação. Não posso conceber um estado de hostilidade permanente entre um homem e outro. Pois, crendo na reencarnação, vivo na esperança que, se não nesta vida humana mas numa outra, poderei cingir toda a humanidade num fraternal abraço.”
“O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo.”
“O Amor e a verdade estão tão unidos entre si que é praticamente impossível separá-los. São como duas faces da mesma medalha.”
“Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.”
“Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula. Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle. Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza.”
“A civilização, no sentido real da palavra, não consiste na multiplicação, mas na vontade de espontânea limitação das necessidades. Só essa espontânea limitação acarreta a felicidade e a verdadeira satisfação. E aumenta a capacidade de servir.”
“É injusto e imoral tentar fugir às conseqüências dos próprios atos. É justo que a pessoa que come em demasia se sinta mal ou jejue. É injusto que quem cede aos próprios apetites fuja às conseqüências tomando tônicos ou outros remédios. É ainda mais injusto que uma pessoa ceda às próprias paixões animalescas e fuja às conseqüências dos próprios atos.”
“A Natureza é inexorável, e vingar-se-á completamente de uma tal violação de suas leis.”
“Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua.”
“Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.”
Frase de Gandhi: “Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros.”
“Quem sabe concentrar-se numa coisa e insistir nela como único objetivo, obtém, ao cabo, a capacidade de fazer qualquer coisa.”
“A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?”
“Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas esteja tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível.”
“Nada mais longe do meu pensamento que a idéia de fechar-me e erguer barreiras. Mas afirmo, com todo respeito, que o apreço pelas demais culturas pode convenientementemente seguir, e nunca anteceder, o apreço e a assimilação da nossa. (…) Um aprendizado acadêmico, não baseado na prática, é como um cadáver embalsamado, talvez para ser visto, mas que não inspira nem nobilita nada. A minha religião proíbe-me de diminuir ou desprezar as outras culturas, e insiste, sob pena de suicídio civil, na necessidade de assimilar e viver a vida.”
“Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.”
“Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação.”
“Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto”.
“Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada iniciando a instrução pelo alfabeto.”
“Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é “tabu”.
“A desobediência civil é um direito intrínseco do cidadão. Não ouse renunciar, se não quer deixar de ser homem. A desobediência civil nunca é seguida pela anarquia. Só a desobediência criminal com a força. Reprimir a desobediência civil é tentar encarcerar a consciência.”
“Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã.”
Frase de Gandhi: “Minha missão não se esgota na fraternidade entre os indianos. A minha missão não está simplesmente na libertação da Índia, embora ela absorva, em prática, toda a minha vida e todo o meu tempo. Por meio da libertação da Índia espero atuar e desenvolver a missão da fraternidade dos homens”.
Frase de Gandhi: “O meu patriotismo não é exclusivo. Engloba tudo. Eu repudiaria o patriotismo que procurasse apoio na miséria ou na exploração de outras nações. O patriotismo que eu concebo não vale nada se não se conciliar sempre, sem exceções, com o maior bem e a paz de toda a humanidade.”
“Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma.”
“A oração salvou-me a vida. Sem a oração teria ficado muito tempo sem fé. Ela salvou-me do desespero. Com o tempo a minha fé aumentou e a necessidade de orar tornou-se mais irresistível… A minha paz muitas vezes causa inveja. Ela vem-me da oração. Eu sou um homem de oração. Como o corpo se não for lavado fica sujo, assim a alma sem oração se torna impura.”
“O Jejum é a oração mais dolorosa e também a mais sincera e compensadora.”
“Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos.”
“Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias.”
“A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.”
“O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual. Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual. E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.”
Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski.
Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la.
Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito:
"PROIBIDA A ENTRADA".
Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá.
De repente, as cortinas se partiram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no cento do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "cai, cai, balão".
Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino:
- Não pare, continue tocando.
Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte de baixo.
Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia.
Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação aterrorizante em uma experiência maravilhosamente criativa. O público estava perplexo.
Reflexão: É assim que as coisas são com Deus.
O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida.
Mas, com as mãos do mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas.
Na próxima vez que você se determinar a fazer grandes feitos, ouça atentamente.
Você pode ouvir a voz do mestre, sussurrando em seu ouvido: "Não pare, continue tocando".
Sinta seus braços amorosos ao seu redor.
Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados.
Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: - Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa. - Não tem problema - disse Mariana - minha raiva já secou. E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Reflexão: Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.
Eu vejo o verde das arvores Rosas vermelhas também Eu as vejo florescer Para mim e para você E eu penso comigo mesmo Que mundo maravilhoso Eu vejo o azul do céu e o branco das nuvens O brilho abençoado do dia O escurecer diz boa noite E eu penso comigo mesmo Que mundo maravilhoso As cores do arco-íris Tão belo no céu Estão também nas faces Das pessoas que passam Vejo os amigos apertando as mãos Dizendo, "Como você vai?" Na verdade estão dizendo: "Eu amo você!" Eu ouço bebês chorando E os vejo crescer Eles aprenderão muito mais Do que eu já sei E eu penso comigo mesmo Que mundo maravilhoso É...eu penso comigo mesmo Que mundo maravilhoso.......
Quando você estiver abatida(o) e preocupada(o) E precisar de uma ajuda, E nada, nada estiver dando certo, Feche seus olhos e pense em mim E logo eu estarei aí Para iluminar até mesmo suas noites mais sombrias.
Apenas chame alto meu nome E você sabe, onde quer que eu esteja Eu virei correndo Para te encontrar novamente. Inverno, primavera, verão ou outono, Tudo que você tem de fazer é chamar. E eu estarei lá, sim, sim, sim, Você tem um amigo.
Se o céu acima de você Tornar-se escuro e cheio de nuvens E aquele antigo vento norte começar a soprar, Mantenha sua cabeça sã e chame meu nome em voz alta E logo eu estarei batendo na sua porta. Apenas chame meu nome E você sabe, onde quer que eu esteja Eu virei correndo para te encontrar novamente. Inverno, primavera, verão ou outono, Tudo que você tem de fazer é chamar E eu estarei lá, sim, sim, sim.
Ei, não é bom saber que você tem um amigo? As pessoas podem ser tão frias, Elas te magoarão e te abandonarão E então elas tomarão sua alma se você permitir-lhes. Oh, sim, mas não permita-lhes.
Apenas chame alto meu nome E você sabe, onde quer que eu esteja Eu virei correndo para te encontrar novamente. Você não entende que Inverno, primavera, verão ou outono, Ei, agora tudo que você tem a fazer é chamar? Senhor, eu estarei lá, sim eu estarei, Você tem um amigo, Você tem um amigo. Não é bom saber? Você tem um amigo... Não é bom saber? Você tem um amigo... Você tem um amigo...
Uma vez, o Buda Sakyamuni pregava na cidade de Kausambi. Na cidade vivia um homem que o odiava e, transtornado por esse ressentimento, e usando subornos, induziu algumas pessoas malvadas para que divulgassem boatos malévolos a respeito do Buda. Como consequência, ficou muito difícil para os discípulos de Sakyamuni obterem, naquela cidade, alimentos suficientes através da mendicância, pois a população havia sido contaminada com as mentiras e abusos sobre o Buda e seus discípulos.
Ananda, um dos principais discípulos de Sakyamuni, disse para o Mestre: - Seria melhor não ficarmos nesta cidade; há outras e melhores cidades para onde podemos ir; saiamos daqui.
O Buda replicou:
- Suponhamos que a outra cidade seja como esta; que faremos então? - Então iremos para outra - disse Ananda.
O Iluminado retrucou:
- Não, Ananda, assim nunca conseguiremos nosso intento. É melhor que permaneçamos aqui e suportemos pacientemente o abuso, as mentiras e as infâmias, até que se esgotem por si mesmas. Só então iremos para outro lugar.
Continuando, o Buda falou, ainda:
- Há lucro e perda, difamação e honra, louvor e abuso, sofrimento e prazer neste mundo; os seres humanos que alcançam a Budicidade não são controlados pelas coisas externas, pois que elas desaparecem tão rapidamente como surgem.
Era uma vez um país onde todas as pessoas, durante muitos anos, acostumaram-se a usar muletas para andar. Desde a mais tenra infância, as crianças eram ensinadas a usar devidamente suas muletas para não cair, a cuidar delas, a reforçá-las conforme iam crescendo, a envernizá-las para que o barro e a chuva não as danificassem. Mas, um belo dia, um cidadão inconformado começou a pensar se não seria possível prescindir de tal equipamento. Enquanto apresentava suas idéias, os anciãos do lugar, seus pais, seus mestres, seus amigos, todos o chamavam de louco. - Mas a quem teria saído este rapaz? Não percebe que sem as muletas cairá irremediavelmente? Como pôde lhe ocorrer tamanha estupidez? Porém, nosso homem continuava discutindo a questão. Aproximou-se dele um ancião e lhe disse:
- Como você pode ir contra toda a nossa tradição? Durante anos e anos todos temos andado perfeitamente com este amparo. Você se sente mais seguro e tem que fazer menos esforço com as pernas. É uma grande invenção. Além disso, como vai menosprezar nossas bibliotecas, onde está concentrado todo o saber de nossos antepassados sobre a construção, uso e manutenção das muletas? Como vai ignorar nossos museus, onde são admirados os mais nobres exemplares, usados por nossos próceres, nossos sábios e mentores? Então aproximou-se seu pai, e disse:
- Olhe, filho, suas excentricidades me estão cansando. Está criando problemas na família. Se seu bisavô, seu avô e seu pai usaram muletas, você também deve usá-las, porque isso é correto. Mas nosso homem continuava a cismar com a idéia, até que um dia decidiu pô-la em prática. De início, conforme fora advertido, caiu repetidas vezes. Os músculos da sua perna estavam atrofiados. Mas, pouco a pouco, foi adquirindo segurança e, em poucos dias, corria pelos caminhos, saltava as cercas dos campos e cavalgava pelos imensos prados.
O homem da nossa parábola tinha conseguido ser ele mesmo.
Um homem de idade vivia sozinho em Minnesota. Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado. Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão. O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando...
"Querido filho, estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não pode refazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. Com amor, Seu Pai". Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama: "PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".
Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera. Esta foi a resposta: "Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento".
Reflexão: Ter problemas é com certeza inevitável, mas ser derrotado por eles é escolha...
Há muito tempo, na cidade de Zahlé, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib. Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados à presença do juiz do lugarejo. O juiz, homem íntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado. - Disseram-me que você foi agredido? Isso é verdade? - Sim, senhor juiz. - confirmou o oleiro - fui agredido em minha própria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ruído e a seguir um baque. Quando fui à janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violência uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta. Exijo uma indenização! - gritava o oleiro. O juiz voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente: - Como justifica o seu estranho proceder? - Senhor juiz, o caso é simples - disse o poeta - há três dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro. Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declamá-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade. No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada. Cheio de paciência tornei a ensinar-lhe a maneira correta e pedi-lhe que não tornasse a deturpá-los. Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos. Não me contive. Apanhei uma pedra e parti com ela um de seus vasos. Como vê, meu comportamento nada mais é do que uma represália pela conduta do oleiro. Ao ouvir as alegações do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou: - Que esse caso, Nagib, sirva de lição para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas. Se você equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se também o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso. E a sentença foi a seguinte: - Determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escreverá um de seus lindos versos. Esse vaso será vendido em leilão e a importância obtida pela venda deverá ser dividida em partes iguais entre ambos. A notícia sobre a forma inesperada como o sábio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente. Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro. O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admiráveis do oleiro.
Reflexão: Cada ser tem uma função específica a desenvolver perante a sociedade. Por isso, há grande diversidade de aptidões e de talentos. Respeitar o trabalho e a capacidade de cada um possibilita-nos aprender sobre o que não conhecemos e aprimorar nossas próprias atividades. Respeito e colaboração são ferramentas valiosas para o desenvolvimento individual e coletivo.
Um dia com certeza seremos iguais, e bem que já o somos, mas o mundo... ainda nos faz crer na possibilidade de sermos: uns melhores que outros... se pelo nível social, pela cultura, pela raça ou por padrões exigidos pela sociedade.
Mas tudo isso é falsa ideologia. E nós teimamos na tese. Insistimos no erro e na hora da aprovação... nada nunca difere no grande dia da execução. (morte)
A não ser o “medo” que cerca tudo que os olhos vêem tudo que o coração sente e trás a tona, um misto de tristeza e melancolia. Esse preenche abismos e faz com que sejamos realmente diferentes... O medo afasta a coragem de ser feliz, de ir de encontro ao aquecimento humanitário. Faz-nos perder a aparência agradável da expressão e depois que nossas estrelas perdem o brilho... sobra uma canção interminável de lamentos. Tudo obra do medo profundo. Que penetra no espírito e retira a paz que o libertaria por completo. Depois que o medo se aprofunda na alma, ele invade o coração e a vida cria circunstâncias... para que o ser se esqueça, de quem realmente ele é. E o que se observa é o tédio na forma de indecisões. O vazio ecoa transformando a necessidade do infinito, em raízes de aflições... e o olhar não percebe mais a beleza das flores, a suavidade das formas, o colorido da natureza e o lirismo entre as amizades. E com o medo surge a pressa, o desejo da solidão, os gestos sem glória, sem sentido e nem itinerários.
Fica impossível aspirar progressos e lançar uma cósmica exatidão na direção do outro. Porque surge um rastro de isolamentos, uma devastadora e irrevogável certeza de que algo será conduzido de incapacidades. Somente o medo para afastar o homem de sua verdadeira origem. Para fazê-lo um ser confuso e angustiado por dentro. Porque não fixa na imaginação o motivo do riso, a esperança de dias melhores, a combinação da alegria espiritual. Mas o retrai estabelecendo uma tendência pessimista.
O caos da humanidade ainda é o medo. Por ele há milhares de mortes, de guerras pelo poder, de sofrimentos desnecessários. E muito se induz ao medo. Pensando dominar nações, conquistar riquezas... Mas o que realmente acontece é a perda do equilíbrio universal. É a quebra da estrutura familiar e a gestação de conflitos e oposições. O medo é sem sobra de dúvidas, o grande fator para as revoluções sectárias que desprezam a busca pela felicidade. É a doença da civilização, o suicídio da fé. Portanto, é a raiz de todo mal. Porque escraviza a vida, a fim de considerá-lá objetivamente, como um material necessário à arte de sofrer. Ainda sem o medo, não há como existir o egoísmo.
PERFEIÇÃO ENTRE HOMENS NÃO EXISTE, PORTANTO NÃO HÁ COMO JOGAR PEDRAS NO MEDO. MAS PODEMOS EVITÁ-LO. BASTA DIZER PARA ELE: “SOU A PESSOA ERRADA”.
Aceitar com serenidade os imprevistos e frustrações que ocorrem em nossa vida é um dos maiores desafios que temos pela frente. Cada vez que a realidade se apresenta de forma diferente do que esperávamos ou que nossos sonhos são frustrados pelos obstáculos, a maioria de nós reage com revolta, culpando Deus e o destino por nossas amarguras. Entretanto, existe uma fórmula muito eficaz para evitar que nosso humor se transforme repentinamente e a raiva nos domine: a aceitação. É incrível a transformação que ocorre em nossa vida quando mudamos nosso padrão de reação aos fatos. Lamentar-se cria mal-humor, irritação e, como conseqüência, doenças físicas as mais variadas. Aceitar promove bom humor, serenidade e traz a cura. Muitas pessoas confundem a aceitação com resignação e passividade. Mas é algo bem diferente, aceitar os fatos como são, faz com que abandonemos a postura de vítimas e mobilizemos nossa capacidade criativa para encontrar novas alternativas e caminhos.
Quanto mais conseguirmos encarar as dificuldades, os aborrecimentos e as frustrações como testes para desenvolvermos nossa paciência, perseverança e fé, maiores serão nosso crescimento e evolução interior.
Sempre que as coisas derem errado e formos forçados a mudar nossos planos por algum imprevisto inesperado, não nos esqueçamos de que a flexibilidade e a aceitação da mudança de rumos podem fazer toda a diferença. Quando aprendemos a arte da não-resistência, a energia se transforma de modo surpreendente e, muitas vezes, aquilo de que havíamos desistido, ou nem acreditávamos mais ser possível realizar, acaba acontecendo repentinamente. Comece a experimentar a aceitação e verá que a serenidade, o equilíbrio e a cura virão inevitavelmente como conseqüência. "A alegria é contagiosa! Ria e você verá outras pessoas começando a rir. Assim é com a tristeza; fique triste e alguém olhando para a sua face séria, de repente se tornará triste. Nós não somos separados, nós estamos juntos, ligados. Assim, quando o coração de alguém começa a rir, muitos outros corações começam a ser tocados, algumas vezes até corações distantes. A vida deve ser uma celebração contínua, um festival de fogos e luzes durante o ano inteiro". (Osho)